Apesar da situação de crise econômica, o setor de venda de imóveis conseguiu continuar em crescimento. Isso é estimulado pelas taxas de financiamento de imóveis, que caíram pela metade nos últimos 4 anos.

Só no primeiro semestre deste ano, os financiamentos dessa modalidade feitos com recurso da poupança aumentaram cerca de 30% no Brasil. Dados da Caixa Econômica mostram que a queda dos juros levou a expandir em mais de 20% os financiamentos imobiliários do banco.

São dados muito estimulantes, mas o que são essas taxas e onde entram no financiamento?

Resumidamente, ao financiar um imóvel, você faz um contrato com o vendedor e com um banco. O banco fica responsável em pagar o vendedor, enquanto você cria uma dívida com o banco. A dívida é dividida em parcelas, dependendo da sua renda. Para não sair no prejuízo, o banco responsável agrega uma taxa de juros ao ano dentro das parcelas.

 

É tão fácil assim? Mais ou menos. Para o banco poder assumir sua dívida, é necessário passar por alguns processos. 

O primeiro deles é ir até a agência e conversar com um  gerente para a liberação da linha de crédito. É preciso levar alguns documentos para que avaliem a possibilidade do financiamento. São eles:

  • RG e CPF: necessário levar os originais e cópias. Em caso de casal, levar os de ambos;
  • Comprovante de estado civil: também o original e cópia;
  • Comprovantes de renda: este é o ponto chave para a aprovação. Pode-se comprovar renda com holerites,  extratos bancários, declaração completa de imposto de renda, contrato de prestação de serviços, recibo de recebimento por trabalhos prestados, declaração do sindicato, e Declaração Comprobatória de Recepção de Rendimentos (Decore) feita por um contador.
  • Certidão Conjunta  Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais  e Dívida Ativa da União ou Certidão Conjunta Positiva com Efeito de Negativa de Débitos relativos a Tributos  Federais e Dívida Ativa da União.

Os documentos serão analisados em alguns aspectos. Tem a análise cadastral, para verificação de inadimplência do CPF no Serasa e outras fontes semelhantes. A comprovação de renda servirá para que certifique a sua capacidade de pagar as prestações. O valor delas não pode passar de 30% da renda familiar bruta. 

Antes  ainda  de liberar o financiamento, o banco avalia o imóvel – através de empresa, engenheiro ou arquiteto – para confirmar o valor do bem. Após isso, é feito um contrato pelo banco para que comprador e vendedor assinem. O contrato é registrado em cartório, a linha de crédito do comprador é liberada, e o vendedor recebe o dinheiro dele. A partir daí que as parcelas do financiamento começam a ser pagas. Contudo, é preciso dar um valor de entrada, pois os bancos só financiam até 80% do montante. 

Não existe só uma forma de financiamento. Depende da opção e disponibilidade financeira do comprador. Podem ser utilizados recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), por exemplo.

 

 

  • Usando o FGTS

 

Se você optar por utilizar o FGTS, o banco abate o que tem disponível no Fundo de Garantia da quantia a ser paga. Algumas pessoas utilizam para complementar o valor de entrada, visto que os financiamentos cobrem até 80% do preço total do imóvel. 

Tem algumas regras para a utilização do FGTS no financiamento. Por exemplo, ter pelo menos 3 anos de contribuição e o valor do imóvel não ultrapassar um certo limite, que é atualizado periodicamente. Mas se torna vantajoso pelas taxas de juros serem mais baixas que no  SBPE.

 

 

  • Através do SBPE

 

Usando o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, não tem limite de renda máxima familiar, como no caso do financiamento com FGTS. Caso o valor do imóvel estiver nos padrões do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), as taxas de juros não podem ultrapassar 12% ao ano.

 

O que acontece se não pagar as prestações? Se for apenas um atraso, pode ser aplicada uma multa e juros ao valor da prestação. Mas pode passar de um pouco mais que isso. Tem a possibilidade de o banco entrar com uma ação judicial para tomar posse do imóvel. Caso isso aconteça, o banco faz um leilão para pagar a dívida e as despesas judiciais. O resto do valor é devolvido ao consumidor.

Até aqui explicamos financiamento envolvendo bancos. Contudo, há mais uma possibilidade: construtoras e loteadoras fazerem o próprio  financiamento. Neste caso, não tem limites de valor a se financiar, taxa de juros ou renda. As próprias empresas instituem suas regras em contratos assinados direto com o comprador.

Há um pouco mais de risco nesta opção. Mesmo que pareça mais fácil lidar diretamente com a construtora, se ela falir e tiver dívida com alguma instituição financeira, o consumidor pode ter a casa tomada, e perder seu imóvel. 

 

O mais indicado é lidar com empresas confiáveis, como a Front Imobiliária, para achar o imóvel dos seus sonhos e dentro disso, buscar a melhor opção de financiamento para você. 

Se quiser dar um passo a mais na compra de um imóvel, entre em contato com os nossos corretores.